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Uma outra “Europa” homenageada no FANTAS’08
A redescoberta do fantástico cinema da Dinamarca

O Cinema da Dinamarca tem sido um “bem amado” do Fantasporto. Sendo uma pequena cinematografia quanto ao número das suas produções anuais, os seus cineastas e os seus filmes têm tido o condão de agradar ao público e de conseguir o reconhecimento dos júris. Ambos sensíveis a uma extrema originalidade das temáticas, a um tratamento visual e narrativo cuidado e a um sentido de humor táo único que é incomparável. A 28ª edição do Fantasporto – Festival Internacional Cinema do Porto decorre entre os próximos dias 25 de Fevereiro e 9 de Março nos Teatros Rivoli, Sá da Bandeira e Salas Lusomundo espalhadas pelo país.

O Fantas orgulha-se de ter descoberto, exibido e premiado os grandes nomes actuais do cinema da país da pequena sereia. E de, nas suas dististas secções, ter  dado ao longo dos anos, uma panorâmica do melhor cinema “made in Denmark”, seja na vertente do fantástico, da comédia de costumes e de nonsense, da sátira política, do cinema para adolescents ou do thriller.

Bastaria relembrar três bons exemplos que estão na memória de todos. A começar pelo maior expoente desta constelação de cineastas da nova geração – Lars von Trier chefe de fila do movimento Dogma.

De Lars von Trier o Fantasporto acompanhou a carreira desde “The Element of Crime”  Prémio de Melhor Realização no  Fantas 86 e “Epidemic” no Fantas 88, uma revelação  quando o cineasta ainda não tinha atingido o estrelato. A que se seguiram os muito aclamados “Europa”, filme de Abertura e Prémio para Melhor Realização no Fantas 92 e “Breaking the Waves” (“Ondas de Paixão”) presente na  Semana da Crítica – do Fantas 98. Finalizando com “The Kingdom” e a sequela “The Kingdom 2”, Prémio Melhor Realizador, Prémio Melhor Argumento no Fantas 99

Ou, Anders Ronnow-Klarlund que com “Possessed” ganhou o Méliés d’Argent no Fantas 2000. E o multi premiado Anders Thomas Jensené um dos cineastas dinamarqueses com melhores recordações do Fantas. Com “The Green Butchers” conquistou o Grande Prémio Semana dos Realizadores no Fantasporto 2004, Prémio Melhor Realizador e que deu o Prémio Melhor Actor a Mads Mikkelsen – Fantas 04 (o vilão do mais recente James Bond). E que em 2006 arrebata o Grande Prémio, Prémio Melhor Argumento e Melhor Actor por “Adam’s Apples”,

Nume selecção de altíssima qualidade, da responsablidade do Danish Film Institute, sete longas metragens e sete curtas combinam filmes de referência como ”Europa” de von Trier, “Princess” de Anders Morgenthaler,  Méliès d’Or 2007 ou “Strings”  de Anders Ronnow Klarlund com outras que são uma descoberta para os espectadores portugueses. Mas, também, sete pérolas em formato curto (com destaque para os deliciosos 3 minutos de von Trier, “Occupations”, feitos para comemorar os 60 anos do Festival de Cannes e que está em competição na Secção oficial Competição de Cinema Fantástico – curtas metragens)

Esta retrospectiva vai demonstrar como uma pequena cinematografia que não abdicou da sua identidade, encontrou o seu lugar no panorama internacional

Do reino da Dinamarca, um exemplo de sucesso a analisar com atenção.

Retrospectiva Dinamarca (Danish Film Institute)

Longas metragens


Bang Bang Orangutang – Simon Staho – 106 min
Europa – Lars Von Trier – 112 min
Princess – Anders Morgenthaler – 90 min
Strings – Anders Ronnow Klarlund – 91 min
Terkel in Trouble – Stefan Fjeldmark – 78 min
The Magnetist’s Fifth Winter – Morten Heriksen – 117 min
With Blood on My Hands – Pusher II – Nicolas Winding Refn – 96 min

Curtas metragens

Ernst and the Light – Anders Thomas Jensen, Thomas Villum Jensen – 11 min
Invisible – Kassandra Wellendorf – 12 min
Little Lise – Benjamim Holmsteen – 20 min
Occupations – Lars Von Trier – 3 min
Sophie – Birgitte Staermose – 14 min
The Coffe Break – Johannes Pico – 10 min
The Perfect Human – Jorgen Leth – 13 min
 
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